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Buracos negros, o fim do universo?
| ID: 1425591 |
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06.01.2008 em Portugal |
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Autor:
John Taylor
Editora:Europa-América
Número de páginas: 176
Estado de Conservação: Bem conservado
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Buracos negros são as estrelas que, de tão grandes, têm uma morte que é a "mãe de todas as mortes": o colapso gravitacional irreversível e derradeiro.
A história do buraco negro remonta a Pierre Laplace, no século das luzes. Um buraco negro é um corpo celeste onde a velocidade de escape tem um valor que excede a velocidade da luz. Portanto, nada de lá escapa. Nem a luz. Tudo para lá vai e nada de lá vem.
Nos dias de hoje, existem alguns candidatos a buracos negros. Contudo, não se sabe bem se os candidatos merecem, de facto, essa designação. Como o buraco é negro, não pode ser visto directamente num telescópio mas apenas quando, por acaso, é parceiro numa estrela dupla e arrasta matéria da sua companheira, com abundante produção de raios X. Os raios X captados em satélite fazem o retrato do buraco negro mas nem sempre esse instantâneo permite uma identificação rigorosa.
No início deste século, a teoria da gravitação de Einstein (vulgo teoria da relatividade geral) permitiu descrever melhor essas singularidades do espaço-tempo, onde o espaço, num sorvedouro, acaba, e o tempo, como não pode sobreviver ao espaço, termina. Com o moderno advento da astrofísica e a classificação das estrelas, verificou-se que os protagonistas dessa morte no espaço eram estrelas de grande massa que já tinham atingido a terceira idade. As estrelas nascem, vivem e morrem, cada uma à sua maneira. O nosso Sol vai a meio da vida e chegará velhinho a anã branca. As estrelas maiores (com massas dez ou mais vezes superiores à do Sol) são buracos negros quando morrem. É lá que o espaço-tempo acaba e, uma vez que sem esse cenário, nada há conhecido, o desconhecido começa. É lá que a física acaba.
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